A síndrome da solidão

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solidão
Freud notou que não temos um amor puro e que misturamos nossos relacionamentos com ódio e amor. No seu livro A Síndrome da Solidão , o escritor Marco Aurélio Dias explica que possuímos um sentimento ancestral de que o outro é um inimigo, e a solidão, o estar sozinho, deixa-nos com a sensação de maior segurança. Saber que estamos fora do alcance do outro faz-nos sentir salvos das garras do inimigo, das suas traições e das suas armadilhas. Ao mesmo tempo, a solidão nos deixa inseguros, pois não temos quem nos ajude numa necessidade. Odiamos o próximo porque ele se comporta como inimigo e gostaríamos de tê-lo como amigo. Durante nossas relações de amizade e de amor escondemos o sentimento de que o outro é um inimigo, mas esse sentimento está ali de plantão. Quantas pessoas tratam outras muito bem pela frente, mas assim que estas se vão falam mal pelas costas? Todos nós já assistimos isso ou já fizemos. Esse sentimento ancestral é uma experiência da espécie humana nas relações. Não é o instinto de sobrevivência. As relações humanas sempre foram de furto, roubo, crime, violência, mentira, traição, não só no começo da história do homem primitivo, há mais de 1 milhão de anos atrás, mas é ainda um fato abundante e corriqueiro na vida social do homem moderno. Todos nós fomos magoados e traídos por amigos, amores e conhecidos. Temos, portanto, não só o arquétipo ancestral do sentimento de que o outro é um inimigo, como também nossas experiências nos relacionamentos criam um muro que nos deixa do lado de cá do convívio humano. De certa forma, olhamos os outros por cima do muro da nossa solidão necessária. A pessoa até pode se enganar dizendo que tem 2 mil amigos no facebook, 3 mil no google plus, mais alguns milhares no orkut, outros tantos nas salas de bate papo do Uol. Mas quando desliga o computador está sozinha e solitária. E quando vai ao mercado comprar os alimentos sabe que qualquer uma daquelas pessoas que circulam nas ruas pode ser o bandido que vai roubar-lhe a bolsa, espancá-la ou entrar em sua moradia para furtar os objetos que adquiriu com trabalho e sacrifício. Por isso amamos a solidão, muito embora a odiemos. Por isso amamos as pessoas e ao mesmo tempo as odiamos. Enfim, o fato é que o outro é um inimigo em potencial. Muitas vezes afastamos amigos e amores não porque eles sejam um perigo real, mas porque despertaram em nós a autodefesa contra o inimigo potencial, e aí nos afastamos e vamos para a nossa "toca", "caverna" ou solidão necessária. Assim podemos caracterizar a síndrome da solidão. Trata-se de um comportamento inconsciente. Mas todos nós impomos limites nas relações. Aumentamos,diminuímos ou bloqueamos esses limites de acordo com a confiança ou desconfiança que sentimos. Mesmo assim nossa psique possui compartimentos bloqueados para acesso a amigos, amores, parentes, filhos ou qualquer outra pessoa. Qualquer um que se aproxime é considerado inimigo. Ali só nós entramos. Porém normalmente conservamos esses locais fechados e não nos aproximamos deles. O fato é que temos mil razões para estarmos sozinhos. E assim podemos explicar o motivo pelo qual o nosso amor não é puramente amor. Marco Aurélio Dias faz um estudo aprofundado da alma humana neste sensacional livro  em formato digital.

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